"Recebi uma oferta de emprego de uma empresa japonesa, mas não sei se o visto sairá." "Sou estudante internacional — será que consigo mudar meu status de residência com este emprego?" Para quem carrega essas dúvidas, este artigo explica em detalhe, sob supervisão de Gyoseishoshi (行政書士), as condições para obter o status de residência de trabalho mais representativo do Japão: "Engenheiro/Especialista em Humanidades/Serviços Internacionais" (技術・人文知識・国際業務 — abreviado como "Gijinkoku").
A análise do Gijinkoku vem mudando significativamente nos últimos anos. Em especial, para solicitações feitas a partir de 15 de abril de 2026, passaram a ser exigidos novos documentos, como comprovantes de proficiência linguística, e têm surgido casos em que "solicitações que antes seriam aprovadas" passaram a ser negadas. Vamos organizar os pontos examinados na análise, incluindo as mudanças mais recentes no sistema.
O Que É o Visto de Trabalho (Engenheiro/Especialista em Humanidades/Serviços Internacionais)?
O "Engenheiro/Especialista em Humanidades/Serviços Internacionais" é o status de residência para trabalhar no Japão como profissional especializado de colarinho branco: engenheiro de TI, intérprete/tradutor, designer, profissional de marketing, vendas internacionais, entre outros. É o status de trabalho com maior número de titulares, e quando se fala em "visto de trabalho" no Japão, geralmente é a este Gijinkoku que se está referindo.
A Lei de Imigração (Tabela Anexa 1-2) define as atividades do Gijinkoku, em resumo, da seguinte forma:
- Atividades em trabalhos que exigem técnicas ou conhecimentos pertencentes ao campo das ciências naturais ou das ciências humanas (= "Engenheiro" e "Especialista em Humanidades")
- Atividades em trabalhos que exigem modos de pensar ou sensibilidade fundamentados em cultura estrangeira (= "Serviços Internacionais")
O período de permanência concedido é de 5 anos, 3 anos, 1 ano ou 3 meses, e não há limite para o número de renovações. Enquanto os requisitos continuarem sendo atendidos, é um status que permite trabalhar no Japão por muito tempo. Vale notar que, se no futuro você se tornar independente e abrir sua própria empresa para administrá-la, será necessário mudar para o visto de Gestão de Negócios.
A porta de entrada da solicitação, assim como no visto de cônjuge, divide-se em três tipos:
- Solicitação de Certificado de Elegibilidade (COE) (在留資格認定証明書交付申請) — para trazer ao Japão um profissional que está no exterior
- Solicitação de Alteração de Status de Residência (在留資格変更許可申請) — para quem já está no Japão e vai mudar para o Gijinkoku (o caso típico é o estudante internacional que consegue emprego)
- Solicitação de Renovação do Período de Permanência (在留期間更新許可申請) — para quem já tem o Gijinkoku e vai estender o prazo
E o Gijinkoku tem uma característica que o diferencia bastante de outros status de residência: são examinados tanto os "requisitos do próprio solicitante" quanto os "requisitos da empresa contratante". Mesmo que a formação acadêmica do candidato seja impecável, a solicitação será negada se houver problemas no conteúdo do trabalho ou na estrutura da empresa. E vice-versa.
Neste artigo, explicamos os pontos examinados na análise seguindo os mesmos 6 aspectos usados na avaliação gratuita por IA deste site, mais as mudanças de 2026.
Ponto 1: Formação Acadêmica ou Experiência Profissional (As 3 Rotas)
📖Neste ponto: O requisito de "formação acadêmica e experiência profissional", que é a base de todo o Gijinkoku, e as 3 rotas para atendê-lo.
A primeira coisa verificada na análise do Gijinkoku é a formação acadêmica e a experiência profissional do próprio solicitante. A portaria ministerial que define os critérios de permissão de desembarque (基準省令) exige que, para trabalhar em atividades das áreas de tecnologia ou humanidades, seja atendida alguma das seguintes condições:
- 【Rota do diploma universitário】 Ter se formado em universidade tendo estudado matérias relacionadas às técnicas ou conhecimentos necessários ao trabalho a exercer (ou ter recebido educação equivalente ou superior). Vale para universidades do Japão ou do exterior, incluindo faculdades de curta duração (tandai) e pós-graduação
- 【Rota da escola técnica profissional】 Ter concluído um curso profissional (senmon katei) ou curso avançado (senkōka) de uma escola técnica profissional (senshū gakkō) do Japão, tendo estudado matérias relacionadas, e ter obtido o título de "Senmonshi" (専門士) ou "Kōdo Senmonshi" (高度専門士) (escolas técnicas do exterior não contam; a rota pela conclusão do curso avançado é um reconhecimento relativamente recente)
- 【Rota da experiência profissional】 Ter 10 anos ou mais de experiência profissional em trabalhos relacionados ao que irá exercer (podendo incluir períodos em que estudou matérias relacionadas em universidade, colégio técnico superior — Kōsen, ensino médio ou curso profissional de escola técnica)
Além disso, há exceções e regras especiais importantes:
- Exceção para profissionais de TI: quem foi aprovado em exames ou possui certificações de tecnologia da informação designados por comunicado do Ministro da Justiça fica dispensado do requisito de formação acadêmica.
- No caso de "Serviços Internacionais": para trabalhos que exigem "modos de pensar ou sensibilidade fundamentados em cultura estrangeira" — tradução, interpretação, ensino de idiomas, relações públicas, publicidade, comércio exterior, design, desenvolvimento de produtos etc. —, exigem-se 3 anos ou mais de experiência profissional em trabalhos relacionados. Porém, quem se formou em universidade e vai trabalhar com "tradução, interpretação ou ensino de idiomas" fica dispensado da experiência profissional.
Aqui vale mencionar uma armadilha prática importante. Ao usar a rota da experiência profissional, o pressuposto é que os anos de experiência possam ser comprovados por documentos objetivos, como declarações de emprego anteriores. Períodos cuja comprovação não pode ser obtida — porque a antiga empresa fechou ou não é mais localizável — em regra não podem ser contados. O caso de "tenho 10 anos de experiência, mas só consigo comprovar 6" não é nada raro.
"Diploma universitário, Senmonshi ou experiência profissional?" — a rota escolhida muda radicalmente os documentos comprobatórios necessários e a estratégia da solicitação. Se você não sabe por qual rota pode atender aos requisitos, comece verificando com a avaliação gratuita por IA deste site.
Ponto 2: Relação Entre a Área de Estudo e o Cargo (O Rigor Difere Entre Diploma Universitário e Senmonshi)
📖Neste ponto: Como funciona a "relação entre a área estudada e o trabalho" — uma das causas mais frequentes de indeferimento do Gijinkoku — e a diferença de rigor na análise entre formados em universidade e detentores do título de Senmonshi.
Atender ao requisito de formação acadêmica não basta. É necessário que a área que você estudou tenha relação com o trabalho que efetivamente irá exercer. E essa "relação" é justamente uma das causas mais frequentes de indeferimento do Gijinkoku.
O documento de esclarecimento operacional publicado pelo Departamento de Imigração ("Sobre o esclarecimento do status de residência Engenheiro/Especialista em Humanidades/Serviços Internacionais", elaborado em 2008 e com última revisão em abril de 2026) mostra que o rigor na avaliação da relação varia conforme o tipo de formação:
- Formados em universidade: considerando que a universidade é uma instituição que "transmite conhecimento de forma ampla", a relação entre área de estudo e trabalho é avaliada de forma relativamente flexível. Os formados em colégios técnicos superiores (高等専門学校 / Kōsen) recebem avaliação análoga à dos universitários.
- Formados em escolas técnicas profissionais (Senmonshi / Kōdo Senmonshi): como as escolas técnicas têm por objetivo a formação de competências profissionais, exige-se, em regra, uma "relação em grau considerável" entre as matérias estudadas e o trabalho. Ou seja, a avaliação é mais rigorosa do que para universitários.
Ainda assim, há margem para flexibilização também para detentores do Senmonshi:
- Quem concluiu um curso profissional de escola técnica com departamento certificado pelo "Programa de Promoção do Desenvolvimento de Carreira de Estudantes Internacionais" do Ministério da Educação (MEXT) tem a relação avaliada de forma relativamente flexível, como os universitários (introduzido na revisão de fevereiro de 2024)
- Mesmo quando não se pode dizer que a matéria foi diretamente "especializada", se o conjunto do currículo permitir reconhecer que os conhecimentos necessários ao trabalho foram adquiridos, a avaliação é feita de forma global
- Depois de trabalhar por cerca de 3 anos em uma função cuja relação já foi reconhecida, a relação com os trabalhos exercidos em seguida passa a ser avaliada com flexibilidade (regra que faz diferença na troca de emprego)
Vale notar que as escolas e departamentos certificados pelo Programa de Promoção do Desenvolvimento de Carreira são limitados — não são a maioria das escolas técnicas. Se você é estudante ou formado de escola técnica, é importante verificar desde cedo se a sua escola (departamento) possui a certificação.
O documento de esclarecimento também publica exemplos de casos aprovados e negados. Casos em que a área de estudo e o trabalho estão diretamente ligados — como um formado em engenharia contratado como engenheiro — não geram problema; por outro lado, casos sem relação reconhecida — como um Senmonshi formado em contabilidade que trabalharia exclusivamente com vendas em uma loja de roupas — foram negados.
Sua formação combina com esse trabalho?
Verifique gratuitamente suas chances de visto com nossa avaliação por IA
Ponto 3: Adequação do Conteúdo do Trabalho (Trabalho Braçal Simples Não É Permitido)
📖Neste ponto: A linha divisória entre os trabalhos permitidos e os não permitidos no Gijinkoku, e até onde o "treinamento prático" é aceito.
O Gijinkoku destina-se a "atividades que exigem técnicas ou conhecimentos especializados de certo nível, fundamentados em formação acadêmica". Conhecimento adquirido apenas pela prática e pelo hábito não basta: exige-se que o trabalho demande técnicas e conhecimentos acadêmicos e sistemáticos, do tipo que se aprende em universidades e escolas técnicas.
Em outras palavras, trabalhos que qualquer pessoa passa a conseguir exercer por treinamento repetitivo — o chamado trabalho simples — estão fora do alcance do Gijinkoku. Concretamente: trabalho em linha de produção de fábrica, atendimento e cozinha em restaurantes, vendas em lojas de varejo, limpeza, servir mesas etc.
Um ponto de atenção: a adequação do trabalho é avaliada considerando as atividades durante o período de permanência como um todo. Mesmo que o contrato de trabalho diga "atividades de marketing", se na realidade o trabalho especializado for apenas uma pequena parte e a maior parte da jornada for atendimento ao público e reposição de mercadorias na loja, a solicitação será negada.
Por outro lado, o "treinamento prático" (実務研修) é aceito sob condições. Mesmo que, isoladamente, a atividade durante o período de treinamento não corresponda ao Gijinkoku (como atendimento em loja), ela pode ser tolerada, mediante avaliação de razoabilidade, quando atende às seguintes condições:
- Ser parte de um treinamento aplicado igualmente aos funcionários japoneses recém-formados e equivalentes
- O período de treinamento não ocupar a maior parte do período de permanência
Inversamente, planos que, sob o rótulo de "treinamento", mantêm a pessoa por longos períodos exclusivamente servindo mesas ou fazendo limpeza não são aceitos — como mostram os exemplos de indeferimento do documento de esclarecimento.
Além disso, na revisão de abril de 2026, foram endurecidos os critérios do tratamento do treinamento prático (Anexo 1) e do trabalho em hotéis e ryokans (Anexo 5). A análise ficou mais rigorosa contra usos como "função de recepção" no papel, mas limpeza e serviço de mesas na prática.
Os casos a seguir apresentam risco particularmente alto de indeferimento do ponto de vista da adequação do trabalho:
- O trabalho descrito no anúncio de vaga ou no contrato está centrado em atividades operacionais como "atendimento", "produção" ou "cozinha"
- Há o rótulo de "treinamento", mas o período do treinamento e a função após seu término são indefinidos
- O conteúdo do trabalho é, na prática, o mesmo de estagiários técnicos ou funcionários de meio período
Esse conteúdo de trabalho seria aprovado?
Faça uma avaliação gratuita de elegibilidade de visto com nossa IA
Ponto 4: Remuneração (Igual ou Superior à de um Japonês)
📖Neste ponto: O requisito legal referente à remuneração e as referências práticas sobre o nível exigido.
O requisito de remuneração definido pela portaria de critérios é "receber remuneração de valor igual ou superior à que receberia um japonês exercendo o mesmo trabalho".
O parâmetro de comparação é, em primeiro lugar, o nível salarial dos funcionários japoneses que exercem o mesmo tipo de trabalho na mesma empresa. Não havendo referência interna, a comparação é feita com o nível da mesma região e do mesmo setor. Definir um salário inferior ao de japoneses "por ser estrangeiro" leva ao indeferimento por este requisito.
A equivalência da remuneração é avaliada, em geral, com base no salário-base e em adicionais de caráter fixo; adicionais de natureza indenizatória, como o auxílio-transporte, geralmente não são incluídos (a avaliação concreta depende de cada caso).
Aqui, tocamos nas referências de valor frequentemente comentadas na prática. Não existe critério de valor concreto em lei ou diretriz. Dito isso, na prática observa-se a tendência de que remunerações mensais abaixo de ¥180.000 tendem a levantar dúvidas sobre a equivalência com japoneses, enquanto ¥200.000 ou mais é considerado uma faixa relativamente segura. Contudo, isso é apenas uma referência prática baseada em tendências de análise — não é um critério legal de valor nem uma garantia de aprovação. Como a avaliação é feita em comparação com os salários de recém-formados da região e do setor, em áreas urbanas pode ser exigido um nível mais alto.
Quando a remuneração está na linha divisória, até a forma de descrever sua composição no contrato de trabalho — a separação entre salário-base e adicionais — pode influenciar a análise. Se tiver dúvidas sobre a definição do valor ou a redação do contrato, recomendamos confirmar com um especialista antes de solicitar.
Ponto 5: Estabilidade da Empresa e Categorias
📖Neste ponto: Por que a empresa contratante também é examinada, e como a categoria da empresa (1 a 4) muda os documentos necessários e o olhar da análise.
Como dito no início, no Gijinkoku são examinados não apenas o solicitante, mas também o porte, a estabilidade e a idoneidade da empresa contratante. O Departamento de Imigração classifica as empresas (organizações de afiliação) nas 4 categorias seguintes:
- Categoria 1: empresas de capital aberto, governo nacional e governos locais, agências administrativas independentes, entidades de interesse público, empresas certificadas como inovadoras etc.
- Categoria 2: organizações e pessoas físicas cujo valor de imposto retido na fonte sobre salários no ano anterior seja de ¥10.000.000 ou mais, entre outras
- Categoria 3: organizações e pessoas físicas que apresentaram o relatório consolidado de declarações legais (hōtei chōsho gōkeihyō) do ano anterior (excluídas as que se enquadram na Categoria 2) — é aqui que se encaixa a maioria das pequenas e médias empresas
- Categoria 4: organizações e pessoas físicas que não se enquadram em nenhuma das anteriores — como empresas recém-constituídas
Quando a contratação é por empresa de Categoria 1 ou 2, os documentos exigidos são bastante simplificados. Já nas Categorias 3 e 4, é necessário apresentar documentação detalhada: documento que explicite as condições de trabalho, comprovantes de formação e histórico profissional do solicitante, certidão de registro comercial, apresentação institucional da empresa, demonstrações financeiras do exercício mais recente (ou plano de negócios, no caso de empresa recém-constituída) etc. — e a análise também é conduzida com mais cautela.
Isso não significa que empresas novas ou com prejuízo não obtenham aprovação. Nesses casos, porém, é necessário comprovar concretamente a estabilidade e a continuidade do negócio por meio de plano de negócios e documentos afins, e o ônus de comprovação é maior.
Além disso, o tratamento do trabalho em regime de cessão de mão de obra (haken) foi publicado em 24 de fevereiro de 2026: para solicitações a partir de 9 de março do mesmo ano, passou a ser exigida a apresentação de termos de compromisso tanto da empresa cedente quanto da tomadora, do documento de notificação das condições de trabalho e do contrato individual de cessão de trabalhadores, entre outros. Trata-se de um reforço da análise contra esquemas irregulares de trabalho via agências de cessão.
A categoria da empresa que vai contratá-lo muda bastante os documentos necessários e o olhar da análise. Se você está pensando em trocar de emprego, verificar desde cedo a categoria da empresa de destino torna os trâmites posteriores muito mais tranquilos.
Ponto 6: Compliance (Conduta, Impostos e Notificações)
📖Neste ponto: Como a conduta do solicitante e o cumprimento das obrigações públicas influenciam a análise de alteração e renovação do status de residência.
Na análise de alteração e renovação do status de residência, pressupõe-se que o solicitante tenha boa conduta. Vejamos os pontos que mais costumam gerar problemas no Gijinkoku.
① Atividade fora do escopo do visto (a armadilha mais comum entre estudantes)
Na alteração de status a partir do visto de estudante, o problema mais frequente é a violação das regras de atividade fora do escopo relacionada a trabalhos de meio período. Quem trabalhou de forma habitual acima do limite de 28 horas semanais, violando as condições da permissão de atividade fora do escopo, é avaliado negativamente por não ter boa conduta. Este é um exemplo típico expressamente mencionado no documento de esclarecimento.
② Cumprimento das obrigações tributárias
Débitos de Imposto Residencial e afins pesam contra o solicitante na análise de alteração e renovação. Nos últimos anos, além da análise das obrigações públicas (pagamento dentro do prazo) na solicitação de residência permanente, observa-se a tendência de endurecimento da verificação de impostos e seguros sociais também nos status de trabalho.
③ Cumprimento das obrigações de notificação da Lei de Imigração
Negligenciar a notificação do local de residência, a notificação de alteração de dados do Cartão de Residência e, principalmente, a "notificação sobre a organização de afiliação" na troca de emprego (em até 14 dias da mudança) gera avaliação negativa. Não são raros os casos de quem trocou de emprego e só percebe a omissão da notificação às vésperas da renovação.
④ Antecedentes criminais
Dentro ou fora do Japão, antecedentes criminais constituem, naturalmente, um grande fator negativo.
Para os estudantes internacionais: trabalhar mais de 28 horas semanais é o padrão típico de erro irremediável — quando o emprego é conquistado, já é tarde demais. O autocontrole desde a época de estudante está diretamente ligado às suas chances de obter o visto após a formatura.
Preocupado com horas de trabalho de meio período ou impostos?
Avaliação gratuita e completa por IA, incluindo os aspectos de compliance
【A Partir de 15 de Abril de 2026】 Endurecimento da Análise: Requisito de Proficiência Linguística e Reforço da Verificação das Empresas
📖Neste ponto: Os novos documentos exigidos e as mudanças operacionais aplicáveis às solicitações feitas a partir de 15 de abril de 2026.
Chegamos à seção mais importante para quem está considerando uma solicitação de Gijinkoku agora. Para solicitações a partir de 15 de abril de 2026, quando a organização de afiliação se enquadra na Categoria 3 ou 4, passou a ser necessário apresentar os documentos abaixo. Esse tratamento aplica-se uniformemente às solicitações feitas a partir dessa data.
- Declaração relativa ao representante da organização de afiliação (obrigatória em todas as solicitações de Categorias 3 e 4)
- Documento comprovando proficiência de nível B2 do CEFR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas) no idioma utilizado no trabalho (quando a pessoa for exercer trabalhos de contato interpessoal que utilizam principalmente a capacidade linguística, como "tradução/interpretação" ou "atendimento", a exemplo da recepção de hotéis)
Os critérios pelos quais o japonês é considerado "equivalente a B2" foram publicados pelo Departamento de Imigração:
- Aprovação no Exame de Proficiência em Língua Japonesa (JLPT) nível N2 ou superior
- Pontuação de 400 pontos ou mais no BJT (Business Japanese Proficiency Test)
- Residir no Japão há 20 anos ou mais como residente de médio-longo prazo
- Ter se formado em universidade japonesa, ou ter concluído colégio técnico superior (Kōsen) ou curso profissional/curso avançado de escola técnica profissional do Japão
- Ter concluído o ensino obrigatório japonês e se formado no ensino médio do Japão
Atenção: o objeto da comprovação não se limita ao japonês. O que se exige é a comprovação da capacidade no "idioma utilizado no trabalho" — por exemplo, quem vai trabalhar como intérprete de inglês pode ter de comprovar nível B2 de inglês.
Quanto a "até que trabalhos" esse requisito alcança, o Departamento de Imigração exemplifica tradução/interpretação e atendimento, mas não apresenta uma lista taxativa. A avaliação é feita conforme a pessoa exerça ou não trabalho de contato interpessoal que utilize principalmente a capacidade linguística, e os casos limítrofes são decididos individualmente. Não se pode afirmar que "por ser cargo técnico, está automaticamente fora".
O tratamento das renovações também foi organizado. Quem continua exercendo o mesmo tipo de trabalho de antes não precisa apresentar esses documentos na renovação (embora eles possam ser solicitados no curso da análise). Por outro lado, quem, por mudança de função ou troca de emprego, passar a exercer um novo trabalho de contato interpessoal centrado na capacidade linguística precisa apresentá-los também na renovação.
Empresas de Categorias 1 e 2 estão fora do alcance desses documentos adicionais, mas eles podem ser solicitados no curso da análise.
Paralelamente, foi criado no documento de esclarecimento o Anexo 4, que trata da definição de "trabalho de contato interpessoal que utiliza capacidade linguística", e, como mencionado, foram endurecidos os critérios do treinamento prático (Anexo 1) e do trabalho em hotéis e ryokans (Anexo 5). Além disso, ficou expressamente registrado que organizações cuja recepção de trabalhadores foi suspensa nos sistemas de Trabalhador com Habilidades Específicas (特定技能 / Tokutei Ginō) ou de Estágio Técnico (技能実習 / Ginō Jisshū), por violações de direitos humanos e afins, em regra também não poderão receber novos trabalhadores pelo Gijinkoku durante o período de suspensão. Ou seja, começou uma verificação cruzada entre os diferentes sistemas.
Por trás desse conjunto de endurecimentos está o objetivo de eliminar recepções irregulares em que a pessoa é colocada em trabalho essencialmente simples sob rótulos como "intérprete" ou "atendimento". Com a consolidação do sistema de Habilidades Específicas como via para o trabalho operacional, a direção é devolver o Gijinkoku ao seu papel original de status para profissionais especializados.
O impacto deste endurecimento é particularmente grande para:
- Quem vai trabalhar ou trocar de emprego em pequenas, médias ou novas empresas (Categorias 3 e 4)
- Quem vai atuar em trabalhos de contato interpessoal com uso de idiomas, como tradução/interpretação, atendimento em hotéis e lojas, vendas
- Quem se formou apenas em escola de japonês e não possui JLPT N2 ou equivalente (a formatura em escola de japonês não está entre as hipóteses de "equivalência presumida a B2")
Resumo: Os 6 Pontos da Análise do Gijinkoku
Para finalizar, recapitulemos os pontos de análise explicados neste artigo:
- Formação acadêmica e experiência profissional — A base é uma destas rotas: diploma universitário / Senmonshi (escola técnica do Japão) / 10 anos de experiência (3 anos para Serviços Internacionais)
- Relação entre área de estudo e cargo — Flexível para universitários; para Senmonshi exige-se "relação em grau considerável". Uma das causas mais frequentes de indeferimento
- Adequação do trabalho — Deve exigir conhecimento acadêmico e sistemático. Trabalho simples não é permitido; treinamento prático só sob condições
- Remuneração — O requisito legal é valor igual ou superior ao de japoneses. Na prática, abaixo de ¥180.000 mensais exige atenção (apenas uma referência)
- Estabilidade da empresa — As Categorias 1 a 4 mudam os documentos e o olhar da análise. Empresas novas e pequenas carregam ônus de comprovação maior
- Compliance — Trabalho de meio período acima de 28 horas semanais, débitos de impostos e omissões de notificação atingem em cheio a alteração e a renovação
E, com o endurecimento da análise a partir de abril de 2026, solicitações que antes "passavam de alguma forma" estão deixando de passar. Justamente por isso, conhecer com precisão a sua própria situação e a da empresa contratante antes de solicitar tornou-se mais importante do que nunca. Na avaliação gratuita por IA deste site, você pode verificar em poucos minutos as suas chances, seguindo os 6 aspectos explicados neste artigo.
Verifique Suas Chances de Obter o Visto de Cônjuge
O sistema de avaliação por IA, supervisionado por Gyoseishoshi (行政書士), analisa detalhadamente sua situação com base em 6 pontos-chave de avaliação e fornece uma classificação S/A/B/C com recomendações personalizadas.
Iniciar Avaliação Gratuita AgoraAviso Legal
Este artigo tem por finalidade fornecer informações gerais sobre o visto de trabalho (Engenheiro/Especialista em Humanidades/Serviços Internacionais) e não constitui aconselhamento jurídico para casos individuais. A concessão ou não do status de residência é decidida pelo Departamento de Imigração com base nas circunstâncias de cada caso, e nem o conteúdo deste artigo nem os resultados da avaliação deste site garantem a aprovação. O sistema e sua aplicação podem ser alterados. Ao fazer sua solicitação, verifique as informações mais recentes e consulte um especialista, como um Gyoseishoshi (行政書士).
